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Cifrar a sua mediateca: porque o Plex e o Jellyfin não bastam (e a alternativa que chega)

Em resumo: o Plex e o Jellyfin são excelentes para organizar e transmitir os seus media, mas não cifram os seus ficheiros. No seu disco, numa cópia de segurança ou num alojamento remoto, a sua biblioteca continua legível por quem lhe consiga aceder. Um cofre multimédia cifrado fecha esse ponto cego: os seus ficheiros ficam selados com AES-256 e só podem ser decifrados nos seus próprios dispositivos.

Última atualização: junho de 2026.

Plex e Jellyfin: ótimos para organizar e transmitir

Sejamos justos: o Plex e o Jellyfin fazem muito bem o seu trabalho. Analisam as suas pastas, obtêm capas e metadados (TMDB, etc.), organizam filmes e séries e transmitem tudo para os seus ecrãs, localmente ou à distância. O Jellyfin tem ainda a vantagem de ser livre e de código aberto.

Para a gestão e a transmissão, são referências. O problema não está aí.

O ponto cego: os seus ficheiros não estão cifrados

Tanto o Plex como o Jellyfin leem os seus ficheiros tal como estão, em texto simples, no disco. Em concreto:

A cifragem do disco (BitLocker, VeraCrypt…) ajuda com a máquina desligada, mas assim que o sistema arranca e o servidor está a correr, os ficheiros voltam a estar em claro para as aplicações — e essa cifragem não o acompanha num alojamento de terceiros.

O que traz um cofre multimédia cifrado

A ideia é simples: cifrar cada ficheiro em repouso e decifrá-lo apenas nos dispositivos que autorizou. As vantagens:

É exatamente o nicho que o Plex e o Jellyfin não cobrem: a privacidade dos seus ficheiros, em repouso e em trânsito.

Guarde a sua mediateca num alojamento barato — sem que ele a consiga ler

É o caso de uso que muda tudo. O armazenamento «padrão» online custa uma fração de uma nuvem especializada, mas hesitamos em colocar lá a nossa mediateca por receio do olhar do fornecedor (ou de uma fuga).

Com uma abordagem cifrada do lado do cliente, as contas mudam: obtém o armazenamento mais barato mantendo ficheiros indecifráveis para o fornecedor. O melhor dos dois mundos — custo e privacidade.

Onde entra o Kofrio?

O Kofrio é um cofre multimédia cifrado em desenvolvimento, pensado precisamente para esta necessidade:

O Kofrio ainda não foi lançado. Se uma mediateca verdadeiramente privada e auto-alojada lhe interessa, deixe o seu e-mail em kofrio.com: será avisado uma só vez, no dia do lançamento. Sem spam.

Perguntas frequentes

O Plex ou o Jellyfin cifram os ficheiros?

Não. Leem os seus ficheiros em texto simples no disco para os organizar e transmitir. O conteúdo não é cifrado em repouso pela própria aplicação.

É possível cifrar uma biblioteca Plex ou Jellyfin?

Pode cifrar o disco (BitLocker, VeraCrypt, LUKS), o que protege a máquina desligada. Mas assim que o servidor está a correr, os ficheiros voltam a ser legíveis para as aplicações, e essa cifragem não o protege num alojamento de terceiros. Para uma proteção em repouso que acompanhe o ficheiro em todo o lado, é preciso cifragem ao nível do ficheiro, do lado do cliente.

Como guardar os meus filmes cifrados num alojamento?

É preciso cifrar cada ficheiro antes do envio, com uma chave que nunca sai dos seus dispositivos. O fornecedor armazena então apenas blocos cifrados, indecifráveis para ele. É a abordagem de um cofre multimédia cifrado como o Kofrio.

A cifragem torna a reprodução ou a transmissão mais lentas?

A decifragem AES-256 é acelerada por hardware nos processadores modernos; o impacto na reprodução é insignificante na maioria dos casos. O custo está sobretudo na cifragem inicial dos ficheiros.

O que é um «cofre multimédia»?

É uma biblioteca única e cifrada que reúne todos os seus tipos de media (filmes, séries, música, fotos, jogos, e-books, documentos, software), armazenável em qualquer lugar e decifrável apenas nos seus dispositivos autorizados.


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